Opinanço

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terça-feira, novembro 29, 2005

Manipulação genética gera controvérsia

Caro leitor, a responsabilidade que tenho como arauto da verdade e do bom senso obriga-me a escrever neste blog um escândalo que deverá estar prestes a rebentar e que envolve, como não poderia deixar de ser, o Governo liderado por José Sócrates.

No Conselho de Ministros que teve lugar no dia 17 de Novembro, José Sócrates propôs aos presentes uma solução para os diversos problemas que o País atravessa este momento. Esta solução, que não tendo em vista resolver nenhum problema em especial tem como objectivo desviar as atenções para as medidas impopulares que o Governo tem tomado, criando um ídolo artificial que gerará paixões e contentamento, distraindo uma população de 10 milhões de habitantes.

José Sócrates, fã de música ligeira, sugeriu, na ocasião referida, a criação genética de um clone que procurasse emular Júlio Iglésias, arrebatando paixões de donas de casa e de toda a massa feminina do país com idades compreendidas entre os 30 e os 80 anos.

Júlio Iglésias foi uma estrela tanto nos palcos como nos relvados (tendo envergado a camisola do poderoso Real Madrid), tendo a sua experiência nos rectângulo de jogo criado uma poderosa empatia com os adeptos, catalisando o charme e classe que Júlio posteriormente transporia para os palcos. Rod Stewart é também um exemplo de um futebolista que viria a tornar-se um sedutor cantor.

Ciente da dificuldade em educar uma criança a ter todo o carisma inerente a uma estrela musical, José Sócrates considera a manipulação genética a forma mais simples de atingir este objectivo, dado que a história mundial é fértil em casos nos quais a criação de estrelas musico-futebolísticas saiu tremendamente errada, sendo o mais recente o de Neno, o desinibido cabo-verdiano cuja insegurança entre os postes só se poderá comparar à sua falta de habilidade em cativar fogosas matronas em diversos palcos no seu e no nosso País.

Desta forma foi sugerida por Sócrates uma lista de possibilidades da área do futebol e da área da música, sendo escolhido um nome de cada lista para a criação do Júlio Iglésias português.

No espectro musical foram reunidos 5 nomes, José Sócrates resolveu excluir nomes conceituados internacionalmente, como Tony Benett ou Cliff Richards, pois queria um ‘produto’ 100% nacional, desta forma o cantor de onde será recolhido o DNA será um dos seguintes nomes: Toy, José Malhoa, Marante, Marco Paulo ou Roberto Leal, ainda que os dois últimos tenham torcido o nariz à proposta pois não envolvia contacto físico com o outro pai da criança.

No universo futebolístico os nomes apontados foram os dos guarda-redes Padrão, Rui Correia, Vladan (naturalizado português), Pedro Espinha, Alfredo e Rui Nereu.

O caso tem gerado algum mau estar em todo o espectro político, já tendo havido declarações da Comissão Nacional de Ética, repudiando veementemente a forma como se pretende manipular DNA para criar um insuperável galã.

O ministro para a Ciência, Mariano Gago, já entrou em contacto com o departamento de Biotecnologia da Universidade da Covilhã para averiguar a possibilidade de aí ser dada a génese do Júlio Iglésias português.

Despeço-me com o habitual provérbio,

“Boas palavras custam pouco e valem muito”